‹ Voltar ao blog Continuidade 00 de mmm de 0000
Quanto custa uma hora de fábrica parada — e por que a TI entra nessa conta
Toda planta tem um número que quase ninguém calcula com calma: quanto custa uma hora parada. Não é só a máquina ociosa — é o pedido que atrasa, o turno que não rende e o cliente que fica esperando. Quando a causa da parada é a TI, esse custo continua correndo enquanto o sistema não volta.
Este texto é um roteiro simples para o dono estimar esse impacto antes que ele aconteça. A ideia não é gerar medo, e sim tornar visível algo que costuma ficar escondido até o dia da falha.
Comece pelo custo da hora parada
Some, para uma hora típica de produção, três coisas: o que a operação deixa de faturar, o custo da mão de obra que fica esperando e os compromissos de entrega que ficam em risco. Você não precisa de um número perfeito — precisa de uma ordem de grandeza que faça a conversa mudar de tom.
Continuidade não é um item de TI. É uma decisão de operação.
Mapeie onde a produção depende de tecnologia
Liste os pontos em que, se o sistema cair, a linha para: emissão de nota, apontamento de produção, acesso a arquivos, integração com máquinas. Cada um desses pontos é um lugar onde vale a pena ter proteção e um plano de retorno testado — não improvisado no calor da falha.
- O que precisa voltar primeiro para a produção recomeçar?
- Existe cópia recente e um plano de restauração que já foi testado?
- Alguém percebe o problema antes de a linha parar?
De onde vem a previsibilidade
A diferença entre reagir e prever está em três hábitos: monitorar continuamente, ter backup com restauração testada e combinar prazos de atendimento. Juntos, eles transformam a TI de um risco silencioso em parte do projeto de continuidade da operação.

